Quem me conhece sabe que eu sou uma criaturinha super alto-astral e que eu tento passar uma mensagem positiva toda vez que eu escrevo no blog. Mas... às vezes conseguem me tirar do sério pra valer, aí, já viu...
Minha novela com essa empresa chamada Kodak começou em setembro, quando eu estava nos EUA. Eu tenho uma HP Photosmart velhinha e já andava namorando a idéia de comprar uma máquina nova. Aproveitei a onda do dólar barato e comprei uma Kodak EasyShare V803, que a princípio, pareceu a realização dos meus sonhos: linda, pequena e facílima de operar.
Durante a viagem ela cumpriu o que prometeu, mas, 15 dias depois que voltei para casa eu precisei fotografar uma página e, no momento que fui desligar a máquina, as lentes não retraíram. Então o dramalhão mexicano começou...
Procurei o atendimento deles e liguei. Após quase 30 minutos de espera ouvindo a maldita gravação irritante, uma pessoa me atendeu e me orientou a enviar, via sedex, o equipamento para a assistência técnica em SJC. Também fui avisada nesse telefonema que, como minha máquina foi comprada fora do país, eu não teria direito à garantia e, caso aprovasse o conserto, ele seria por minha conta. Até aí, tudo bem.
Me pediram que enviasse a máquina sem qualquer tipo de acessório: baterias, cartão de memória, carregador, etc. Quando tentei tirar a bateria do compartimento, para minha surpresa, ela estava entalada, não consegui de jeito nenhum, então, na carta que me orientaram a enviar junto com a máquina, também avisei sobre a bateria.
Passaram-se alguns dias, não tive retorno, entrei em contato com o atendimento de novo (mais meia hora de musiquinha me enlouqucendo) e, no dia seguinte, recebi um e-mail deles com o orçamento. Não vou entrar em valores, mas ficou uns 20% mais caro do que eu paguei na dita-cuja (sim, o valor dela mais 20%). Eu ri pra caramba, né? E me deram ainda a opção de substituí-la por outro modelo, mais antigo e bem mais caro.
Mandei, então, um fax para eles solicitando que me enviassem de volta sem consertar. Sinceramente, para gastar outro tanto, prefiro comprar uma nova que eu goste (de outra marca, claro), do que mandar consertar ou pagar para trocar por uma que eu nem quero, ou, até mesmo, buscar uma outra alternativa para fazer o reparo. Perdido por perdido, não é?
Um tempo depois uma pessoa entrou em contato comigo e veio com aquela conversa de "como o caso da senhora é especial, a Kodak está oferecendo um desconto" e me ofereceram não mais que 10%. Eu pedi novamente que me mandassem de volta.
Alguns dias depois chegou um sedex aqui em casa, estava a máquina dentro, ainda travada, claro, e para minha infeliz surpresa, tiraram a bateria entalada no compartimento, só que me devolveram ela em duas partes separadas, destruída... Afff, fiquei uma arara, né?
Aí, lá vamos nós, ligar para atendimento, mandar e-mail para Deus e todo mundo e, não tivemos um retorno até agora. Acredito que nem iremos ter mais, no final das contas. Se restava alguma minúscula vontade consertá-la, essa vontade passou de vez quando eu vi o estado da bateria, ainda estou inconformada com isso.

Minha indignação com essa história é: como um equipamento tido como sendo de "qualidade" pode durar tão pouco?? Como eles são capazes de proporcionar um desatendimento tão grande a um cliente que optou por um produto deles devolvendo uma bateria nova que estava presa, destruída????????? Concordam que, para ter um resultado desses, nem precisaria ter passado pelas mãos de um "profissional"? Com uma chave de fenda, um martelo e alguma vontade eu mesma poderia ter feito isso...
Estou muito chateada com tudo isso, agora estou à caça de um equipamento novo e, juro, nunca mais na vida eu compro outra câmara Kodak.